sexta-feira, 25 de setembro de 2020

NO SILÊNCIO QUE SE ENCONTRA O VERDADEIRO "EU"

 


Robinson L Araujo[1]

 

Quantos holofotes! Quantas publicações, visualizações, curtidas, comentários e compartilhamentos! Quanta vontade de encontrar o nosso "eu", quem realmente somos. É o dilema que temos trabalhado nestes dias, por meio de uma leitura saudável e na busca de respostas, contrariando o pensar pós-moderno.

Com a vida espiritual não é nada diferente. Tanto é que MANNING (2007, p. 54) afirma que: "A espiritualidade não é um compartimento ou uma esfera da vida. Antes, é um modo de viver - o processo da vida a partir da perspectiva da fé. A santidade está em descobrir, perseguir e viver o "eu" verdadeiro.

Viver o "eu" verdadeiro! Falar é muito fácil, mas como descobrir que "eu" é verdadeiro e qual é falso? Existiria um "eu" falso?

John Eagan, que foi um professor discreto de um colégio em Milwaukee, deixou publicado em seu diário[2]:

Somos os maiores obstáculos para alcançarmos a nobreza da alma - que é exatamente o significado da santidade. Consideramo-nos servos indignos, e esse juízo torna-se uma profecia que a própria vida se encarrega de cumprir. Julgamo-nos insignificantes demais para sermos usados por DEUS, mesmo sendo Ele capaz de realizar milagres usando apenas lama e saliva. Assim, nossa falsa humildade agrilhoa um DEUS que, ao contrário, é onipotente.

É nesses termos que afirmamos que "as palavras tem valor, poder e vida". Muitos se sentem menosprezados por achar que não possuem jeito ou que DEUS não às ama da forma que são. Ou, por vezes, acabam por se espelhar em outros que são chamados e pensam ser "verdadeiros" líderes. Que DEUS trabalha pela vida deles, esquecendo-se que DEUS usa a quem Ele quer. Se julgando incapazes, ajudando outros a criarem dentro de si o mais cruel do impostor.

DEUS está pedindo a mim, o indigno, para esquecer minha indignidade e a de meus irmãos e ousar seguir adiante no amor que redimiu e renovou todos nós à semelhança de DEUS. E para, em última análise, rir dessas ideias absurdas de 'merecimento'. Faça do Senhor e de imenso amor dEle para você elementos constitutivos de seu valor pessoal. Defina-se radicalmente como alguém amado por DEUS. O fato de DEUS amá-lo e escolhê-lo determina o seu valor. Aceite isso e permita que se torne a coisa mais importante da sua vida.

Somos sim, merecedores de algo que nos completa por inteiro, a Graça de DEUS, como o livro de Efésios 2:8-9 afirma: "Vocês são salvos pela graça, por meio da fé. Isso não vem de vocês; é uma dádiva de Deus. Não é uma recompensa pela prática de boas obras, para que ninguém venha a se orgulhar".

Somos amados de DEUS! Isaías confirma: "Mas agora, ó Jacó, ouça o Senhor que o criou; ó Israel, assim diz aquele que o formou: “Não tema, pois eu o resgatei; eu o chamei pelo nome, você é Meu. Quando passar por águas profundas, estarei a seu lado. Quando atravessar rios, não se afogará. Quando passar pelo fogo, não se queimará; as chamas não lhe farão mal. Pois eu sou o Senhor, seu DEUS, o Santo de Israel, seu Salvador". (Isaías 43:1-3a).

A quem Ele chamou de Jacó e Israel, você substitua pelo seu nome e olhe seu retrato em um espelho e diga a você mesmo: "Você pertence a DEUS e isso não lhe rebaixa a nada". Você é exaltado por Ele!

Diferentemente como muitos se julgam a base do valor de uma pessoa não é constituída pelas posses, talentos, da admiração dos outros, de reputação (...) nem das manifestações de reconhecimento por parte dos pais e filhos, do aplauso ou da importância que todos lhe atribuem (...). Assim, permaneça firme em DEUS, diante de quem te encontrou despido - esse DEUS que diz: "Você é meu filho, meu amado".

Manning (2007), ainda afirma que: "Enquanto a identidade do impostor procede das conquistas do passado e da adulação dos outros, o "eu" verdadeiro se identifica pelo amor do qual é alvo. Encontramo-nos com DEUS no que a vida tem mais de comum - não na busca de êxtases espirituais ou experiências místicas extraordinárias, mas no simples fato de estar vivos (grifo nosso).

I João 4:16 "Sabemos quanto DEUS nos ama e confiamos em seu amor. DEUS é amor, e quem permanece no amor permanece em DEUS, e DEUS nele". Se estamos em DEUS e permanecemos em Seu amor, Ele também está. Se Ele está, temos dentro de nós o melhor de DEUS, não somos qualquer um, pois o Melhor habita em nós, o Espírito Santo, a Essência do próprio DEUS.

Por ironia, a própria igreja pode afagar o "eu" impostor, conferindo ou negando-lhe honrarias, oferecendo o orgulho de uma posição baseada em desempenho e criando uma ilusão de status por classe e hierarquia. E, com as "melhores" das intenções, acaba-se caindo nas artimanhas do impostor que vive dentro de cada um, despertando-o para a pior das intenções: "o espiritual", julgando as outras inferiores.

Então, quem sou? Sou aquele amado por Jesus Cristo!

Lembre-se da força da declaração assentada em João 3:16, quando afirma: "“Porque DEUS amou tanto o mundo que deu seu Filho único, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna". "DEUS amou o mundo" foi tão abafada pela retórica religiosa que não ouvimos mais a palavra que revela a ternura de DEUS para conosco? Sim!

Pessoas são convidadas não para o arrependimento, com a intenção de crucificar sua "velha natureza" ou o "velho homem", o impostor que habita dentro de si e o puxando para baixo na tentativa de destruí-lo e sim, pelas beneficências que o suposto evangelho da prosperidade possa ofertar a ela.

Diante de tal fato, existe a necessidade de nos afastarmos para o silêncio. É no silêncio que descobrimos quem somos e nos aproximamos mais de DEUS. É longe das turbulências que o cotidiano nos apresenta que encontra-se a paz necessária para se ouvir a voz de DEUS e se ter um relacionamento sincero para com Ele.

Manning (2007) ainda nos diz que o silêncio não é simplesmente a ausência de barulho nem a interrupção da comunicação com o mundo exterior, mas um processo para se alcançar a tranquilidade. É impossível conhecer outra pessoa intimamente sem dedicar tempo para ficar junto dela. Você não se vê como realmente é por causa de toda aquela confusão e agitação. Deixa de reconhecer a presença Divina em sua vida, e a consciência de ser o amado desaparece aos poucos.

Gastar tempo com DEUS de forma consciente capacita-me a falar e agir com uma força maior, perdoar em vez de alimentar a última ofensa ao meu ego ferido, agir com generosidade nos momentos mais banais. Enche-me de poder para que eu seja capaz de abandonar o "eu", pelo menos temporariamente, num contexto maior que o meu mundinho de medos e inseguranças, apenas me aquietar e saber que DEUS é DEUS, afirma Manning (2007).

Tentamos esconder nossa insignificância e a "lama" da culpa. Chegamos a nos esgoelar para impressionar DEUS como se fossemos verdadeiros puritanos e assim, brigamos para chamar Sua atenção, debatemos na tentativa de consertar nossos defeitos e vivemos o evangelho de modo tão sem graça que mal conseguimos atrair os cristãos nominais e o pior de tudo, os incrédulos à Verdade.

A melhor identidade que se pode adquirir é ser "amado de DEUS", vivendo o nosso "eu" verdadeiro, crucificando o impostor que existe dentro de mim. Aprendendo a caminhar e viver em Vida Plena. Qualquer outra identidade é ilusão.

 

 

 

REFERÊNCIAS

Bíblia Nova Versão Transformadora. Disponível em: <https://www.bibliaonline.com.br/nvt>. Acessado em: 25 set. 2020.

MANNING, Brennam. O impostor que vive em mim. Tradução de Marson Guedes. 2ªed. São Paulo: Mundo Cristão, 2007.

MERTON, Thomas. The Hidden Ground of Love: Letters. New York: Farrar, Strauss, Giroux, 1985.

                                                                                                           



[1] Pastor - site: www.vivendoemvidaplena.teo.br - Redes Sociais: @prrobinsonlaraujo

[2] A Traveler Toward the Dawn, p. XII.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

QUEM SOU EU?

 


Robinson L Araujo[1]


Você já se pegou perguntando que você é? De fato, em algum momento de nossa caminhada aqui, paramos para fazer esse tipo de reflexão, ou se não, é importante que você saiba quem realmente é.

Em um determinado tempo, após viver uma tortura psicológica em detrimento do serviço, desencadeando um início de depressão, houve a necessidade de saber quem realmente eu era. Assumir a minha razão. Deixar de viver o que as pessoas gostariam ou impunham para que fosse - embora não me rendia por completo - entretanto buscava agradar da melhor forma.

Realmente é um processo doloroso, por vezes solitário, porém, somente com uma aproximação íntima com DEUS, somos capazes de vencer e assumir "quem eu sou", desprendendo de preocupações em querer agradar pessoas.

Existe um texto bíblico ao qual busco ancoragem que se encontra em Romanos 12:2[2], que afirma:

Não se ajustem demais à sua cultura, a ponto de não poderem pensar mais. Em vez disso, concentrem a atenção em DEUS. Vocês serão mudados de dentro para fora. Descubram o que Ele quer de vocês e tratem de atendê-Lo. Diferentemente da cultura dominante, que sempre arrasta para baixo, ao nível da imaturidade, DEUS extrai o melhor de vocês e desenvolve em vocês uma verdadeira maturidade.

O que realmente a cultura quer - nesse caso não a cultura do intelecto ou da arte, mas a cultura que tenta nos dominar - é fazer com que assumamos um "eu" que venha de encontro as necessidade da "galera", do geral, do agradar para que você seja feliz e consiga oportunidade. A pessoa que age assim seria como Manning (2007) descreve: não tem ideias ou opiniões próprias; apenas se ajusta (como um camaleão). Quer apenas estar seguro, se adaptar, ser aceito, ser valorizado (...) Ele é famoso por ser um zé-ninguém, o "famoso quem".

Lembro-me de uma pessoa que, após questioná-lo de suas ações, acabou por afirmar: "eu quero é estar de bem com todo mundo". A esse tipo de atitude, quando o "eu" se importa em agradar ao redor, esquecendo-se de quem realmente a pessoa é, MANNING (2007, p. 37), afirma:

Impostores se preocupam com aceitação e aprovação. Por causa da necessidade sufocante de agradar os outros, não conseguem dizer "não" com a mesma convicção que dizem "sim". Assim, fazem das pessoas, dos projetos e das causas extensões de si, motivados não pelo compromisso pessoal, mas pelo medo de não corresponder às expectativas das pessoas.

A esse "eu" corrompido, Manning o chama de "impostor", e acaba for definir:

O impostor é o codependente clássico. Para ser aceito e aprovado, o falso "eu" anula ou disfarça os sentimentos, tornando impossível a honestidade emocional. A sobrevivência do falso "eu" gera o desejo compulsivo de apresentar uma imagem de perfeição diante do público, de maneira que todos nos admirem e ninguém nos conheça. A vida do impostor se transforma numa montanha russa de júbilo e depressão.

Muitos acabam por buscar a sacieis do falso "eu", se envolvendo em experiências externas para dispor de uma fonte pessoal de significado, como por exemplo a busca por dinheiro, poder, glamour, proezas sexuais, reconhecimento e status potencializa a autovalorização e cria a ilusão de sucesso. O impostor é aquilo que ele faz. Ele nos predispõe a dar importância àquilo que não é importante de fato, revestindo de falso brilho o que é menos substancial e nos afastando do que é real. O falso "eu" nos faz viver num mundo de ilusões. O impostor é um mentiroso.

Importante nos atentarmos para o que o apóstolo João, em seu capítulo 10, verso 10, nos afirma: "O ladrão vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para lhes dar vida, uma vida plena, que satisfaz"[3].

Esse falso "eu", que age como um "ladrão" faz o possível para impedir que enxerguemos a realidade do vazio que há em nós. Um vazio que pode ser preenchido e saciado pela habitação do Espírito Santo, enviado por DEUS. Não pelas circunstâncias de minha volta, que atraem para uma felicidade momentânea e o meu "eu" continuará em uma busca frenética para alimentar suas necessidades.

Quando o falso "eu" se aproveita de minha preocupação com o externo, acaba por desviar minha atenção de DEUS que habita em mim e, por algum tempo, vem a roubar a alegria que deveria ser gerada pelo Espírito Santo que habita em mim.

Manning (2007) ainda acrescenta que a identidade dos impostores não é resultado apenas de suas conquistas, mas também dos relacionamentos interpessoais. Querem ficar bem com as pessoas de prestígios porque isso potencializa o currículo e o senso de valor próprio.

Quais os tipos de relacionamentos estamos buscando? A quem queremos agradar? João termina a citação de Jesus, quando descreve no decorrer do verso 10: "... Eu vim para lhes dar vida, uma vida plena, que satisfaz".

Faz-se necessário, nos rendermos ao Senhorio de Jesus Cristo, Ele é a pessoa a quem podemos nos relacionar, caso contrário, não se encontrará forças para transformar o nosso "eu impostor", que age e tenta nos destruir o tempo todo, arrastando-nos para baixo, ao ponto da imaturidade, como afirma o apóstolo Paulo.

01.1027.02.0401-03.0605

 
Não estamos aqui para agradar pessoas. Não fomos criados para uma decadência psicológica em função dos outros. Fomos criados para viver em Vida Plena no Senhor.

 

 

REFERÊNCIAS

Bíblia Nova Versão Transformadora. Disponível em: <https://www.bibliaonline.com.br/nvt>. Acessado em: 15 set. 2020.

MANNING, Brennam. O impostor que vive em mim. Tradução de Marson Guedes. 2ªed. São Paulo: Mundo Cristão, 2007.

PETERSON, Heugene H. Bíblia A MENSAGEM em Linguagem Contemporânea. São Paulo: Editora Vida, 2011.



[1] Pastor - redes sociais: @prrobinsonlaraujo - www.vivendoemvidaplena.teo.br

[2] Bíblia: A Mensagem.

[3] Bíblia Nova Versão Transformadora.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

ALCANÇANDO UMA VISÃO TRANSFORMADORA DO EU!

 



Robinson L Araujo[1]

 

Após falarmos em Como Alcançar uma Visão Transformadora do Eu, é oportuno chegarmos ao ponto de, realmente, transformarmos nosso eu, o nosso EGO pessoal.

Para que alcancemos, foi necessário entender que o nosso EGO é: Vazio, Dolorido, Atarefado e Frágil, nos levam a compreender que se faz necessário uma mudança radial em nosso EGO. Agora a sugestão é: Como alcançar?

Nada melhor do que nos direcionarmos para o texto de Romanos 12:1-2[2], que nos diz:

Portanto, irmãos, suplico-lhes que entreguem seu corpo a Deus, por causa de tudo que ele fez por vocês. Que seja um sacrifício vivo e santo, do tipo que Deus considera agradável. Essa é a verdadeira forma de adorá-lo. Não imitem o comportamento e os costumes deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma mudança em seu modo de pensar, a fim de que experimentem a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para vocês.

Aqui o apóstolo começa a nos dizer que pela força somente de nossa vontade ou determinação, não será possível quebrantar no EGO, ele perde, ou seja, vai além, ele suplica que a nossa atitude seja de entrega a DEUS, como um verdadeiro sacrifício. Somente assim, teremos possibilidade de agradá-Lo e adorá-LO.

Mas adiante ele fala que não é imitando o comportamento do mundo, mas deixando que Cristo faça toda a mudança e ela não começa em nosso exterior, como forma de agradar a sociedade ou a mim mesmo. Ela deve começar por onde Ele é Mestre em fazer: De dentro para Fora! Só assim, passaremos a experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de DEUS para sua e minha vida.

Ainda Romanos 8:12, Paulo afirma: "Agora, portanto, já não há nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus". Se Cristo adentrou em meu interior e me transformou, nenhuma condenação haverá sobre minha vida, mesmo a do meu EGO. Por isso ele pode afirmar: "Quanto a mim, pouco importa como sou avaliado por vocês ou por qualquer autoridade humana. Na verdade, nem minha própria avaliação é importante" - (I Coríntios 4:3)2.

Paulo, ainda mostra de que forma ele deixou de julgar a ele mesmo, como ele alcançou tamanha façanha:

Pois, quando procurei viver por meio da lei, ela me condenou. Portanto, morri para a lei a fim de viver para Deus. Fui crucificado com Cristo; assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. Portanto, vivo neste corpo terreno pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim. (Gálatas 2:20)2.

Sendo assim, como ainda haveríamos de ficar preocupados se formos desprezados? Infelizes se formos rejeitados? Por dar tanta atenção à imagem que vemos no espelho?

Lembro-me da importância que eu dava para a pessoa que representava ser. Bom esposo, na eminência de nascer a minha primeira filha; preservava uma boa reputação dentro de meu serviço policial; não gostava de ficar devendo a ninguém, arcando assim com minhas dívidas; um líder "legal" dentro da igreja que congregava e etc.

Um dia, em cumprimento do dever legal, houve a necessidade de se dar voz de prisão e encaminhar um senhor para a delegacia. Uma catástrofe veio sobre minha vida. Insônia, ansiedade, início de uma depressão. O fato é que ele "maculou" o EGO que demorei uma a construir diante de mim e da sociedade. Em alguns minutos foi tudo destruído, com suas palavras diante da imprensa. Um tsunami na minha vida. O pior? Que aquelas pessoas que eu tinha como amigas e dentro de minha casa, questionava: será que não é verdade?

Hoje, agradeço imensamente aquele senhor, que me mostrou que meu EGO não serve para nada; que o verdadeiro sentido da vida é a vivencia que o Evangelho nos proporciona, como o apóstolo Paulo mesmo mencionou no (v3): "Nem a minha própria avaliação é importante".

Era isso que Paulo nos afirmava, não devemos depender do veredicto de ninguém, nem do mundo, nem mesmo dos cristãos, como o caso dos irmãos de Corinto, nem de mim mesmo. No verso 4 do capítulo 4 de I Coríntios2, ele nos trás uma ressalva: "Minha consciência está limpa, mas isso não prova que estou certo. O Senhor é quem me avaliará e decidirá". Ele afirma que mesmo que minha consciência esteja limpa, isso não me torna 'inocente.

Buscamos incansavelmente um veredicto final e definitivo que nos afirma a nossa importância e valor - alimentação do EGO - o problema que, dia após dia, nos veremos novamente sob julgamento no tribunal das pessoas e de mim mesmo.

Sendo assim, o meu EU/EGO precisa reconhecer que ninguém, nem mesmo eu, poderei me justificar e tornar-me inocente se não for por Jesus Cristo. Talvez você ache a maior loucura! Mas, é somente  pelo reconhecimento e entrega do ato do Senhor na Cruz é que poderemos ser salvos e nos libertar de nós mesmos. Passamos a entender que é a opinião que DEUS tem a meu respeito que realmente importa pois, Ele que irá nos julgar.

Com a morte e ressurreição de Jesus Cristo, o veredicto foi anunciado, a partir do momento que se crê, DEUS nos imputa as ações perfeitas de Cristo, Seu desempenho como se fossem nossas e nos adota como filhos, reafirmando o que Ele mesmo disse a Seu Filho: "Você é meu Filho amado, que me dá grande alegria”. (Marcos 1:11b)2. É o processo para alcançarmos a transformação de nosso EU/EGO!


Que o Senhor tenha misericórdia de nossa vida, ajudando-nos a transformar nosso EGO e viver em Sua dependência na busca de um caminhar em Vida Plena.


 
 

 

 


REFERÊNCIAS

KELLER, Timothy. EGO TRANSFORMADO: A Humildade que Brota do Evangelho e Traz a Verdadeira Alegria. Tradução de Eulália Pacheco Kregness. São Paulo: Vida Nova, 2014.

Bíblia Nova Versão Transformadora. Disponível em: <https://www.bibliaonline.com.br/nvt>. Acessado em 31 ago. 2020.



[1] Pastor - e-mail: robinson.luis@bol.com.br - Instagram/Facebook: @prrobinsonlaraujo

[2] Bíblia Nova Versão Transformadora

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

COMO ALCANÇAR UMA VISÃO TRANSFORMADORA DO EU? - Parte II

 



Robinson L Araujo[1]

Parte II

 

As quatros verdades sobre a condição natural do EGO humano, afirmando que ele é: Vazio, Dolorido, Atarefado e Frágil, nos levam a compreender que se faz necessário uma mudança radial em nosso EGO. O questionamento é: Como fazer?

O apóstolo Paulo em I Coríntios 4:1-2[2], afirma: "Não pensem que nós lideres, somos o que não somos. Somos servos de Cristo e não senhores dEle. Não somos guardiões; nossa responsabilidade é conduzi-los aos mais sublimes segredos de DEUS. Os requisitos exigidos de nós são: confiabilidade e conhecimento preciso". Ele, diante da discussão daqueles irmãos, acaba por fazer o seguinte pedido: "tratem-nos como servidores de Cristo".

Procurando no dicionário, encontra-se para servidor o seguinte significado: "Aquele que serve a alguém ou a uma instituição; servo, servente, empregado. Serviçal[3]". Sendo assim, Paulo apresenta a única exigência para ser um servidor de Jesus Cristo, assentado no Verso 2, sendo "confiabilidade e conhecimento preciso", em outras traduções: "Ser fiel ao Senhor".

Nesse caso, muitos líderes em nossos dias, acabam por exigir "fidelidade" ao "seu" ministério, esquecendo-se que não passa de um simples servo, sem direito a nada. A intenção da exigência é fruto de seu EGO.

O maior problema do 'cristianismo' hoje é a tentativa de alimentar o buraco negro que nosso EGO se torna. Um grande exemplo é quando hoje, ligamos a televisão e o centro da reportagem era a prisão do pastor Everaldo Pereira[4], presidente do PSC (Partido Social Cristão), onde a Polícia Federal o prendeu por corrupção em contratos da saúde pública do Rio de Janeiro. Ao invés de ser um abençoador e servo de Cristo, pela oportunidade de estar em um lugar estratégico e abençoar o povo, fazendo diferença, seu EGO o levou a escandalizar ainda mais a Igreja. Bem como o caso da deputada federal Flordelis, escandalizando o Evangelho de Jesus Cristo para alimentar o EGO de sua vaidade, decretando a morte de seu esposo.

Diferentemente dos exemplos mencionados, Paulo começa a descrever o que ele acha dele mesmo. Ele não busca nos irmãos de Corinto nem em nenhum tribunal humano o veredicto para que ele sinta ser alguém. Ele não busca poder, o arrastar multidões, a ser melhor. Não, se coloca na condição de servidor e ainda no verso 32, afirma: "Pouco importa o que vocês pensem ou digam a meu respeito. Eu não me avalio". Ele acaba por se tornar uma pessoa madura, ao ponte de nem ele mesmo se avaliar, quanto mais a avaliação que as outras pessoas têm a seu respeito.

Um grande problema que acaba por acarretar ansiedade e levando muitos a desenvolverem depressão, é a importância que dão na avaliação que as outras pessoas fazem a seu respeito. É importante lembrar que o próprio Instagram retirou o número de curtidas e visualizações de imagens postadas para o público, com a intenção de que as pessoas não fizessem comparações com outras, ou seja, ele foi mais avaliado que eu ou, não tive as "curtidas" que esperava, na ânsia de encher seu EGO.

A nossa identidade não pode estar vinculada ao que as pessoas dizem, acham ou ao veredicto que elas têm a meu respeito. Como ter essa convicção que Paulo nos revela, de não se importar com o que as pessoas achem, nem com a avaliação que ele mesmo deveria fazer de quem ele é? Como alcançar esse estágio de não sermos controlados pela opinião dos outros?

Sendo assim, o apóstolo Paulo começa a nos ensinar que os padrões das pessoas não devem nos influenciar; que não se deve valorizar demais o que as pessoas têm a nosso respeito. Assim, ele ensina que o importante é o que eu penso sobre mim, são os valores que eu mesmo determino e seus valores estão explícitos em I Timóteo 1:15-17, quando afirma:

"Aqui está uma palavra que você pode levar no coração e confiar nela: Jesus Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. Eu sou a prova - o "pecador público número um" - de alguém que jamais conseguiria nada a não ser por pura misericórdia. E agora Ele me apresenta, como prova de Sua paciência sem fim, aos que confiam nEle para sempre. Profunda honra e esplendorosa glória ao Rei de todos os tempos - DEUS único, imortal, invisível, sempre e sempre. Amém!".

Aqui está o "segredo" de Paulo, confessar que ele era o pior deles, porém, saber que por ele mesmo nada poderia fazer, a não ser, pela misericórdia e reconhecimento do Filho de DEUS e Sua obra na cruz do calvário! Ele foge de sua "zona de conforto".

Olhando por este viés, não estamos acostumados a pessoas tão confiantes que afirmam ser a pior pessoa desse mundo. Pessoas que são honestas e confiantes que é cercada por todo tipo de falha e conflitos morais. Agora, é possível agir como o apóstolo? Respondo que sim, é possível!

O grande problema em agirmos como o apóstolo Paulo está vinculado ao nosso EGO, pois acaba nos convidando a nos julgar pela perspectiva que as pessoas criam em nós e pelas que nós mesmos criamos a nosso respeito. Paulo agia diferente.

Quando Paulo enxerga o pecado, ele não deixa que o erro destrua sua identidade. Assim ele acaba afirmando que alcançou um estágio no qual o seu EGO não chama a atenção para si, assim como qualquer outra parte de seu corpo, deixando de pensar em si mesmo. Mesmo quando faz algo certo ou errado, não mais relaciona o fato a ele mesmo. Nesse campo de visão, C.S. Lewis[5] afirma que a humildade do Evangelho mata a necessidade que tenho em pensar em mim mesmo, não precisando mais ligar as coisas a minha pessoa.

É somente por meio do verdadeiro Evangelho que nos proporciona esse tipo de humildade, levando a deixar o EGO satisfeito e não inflado. É pela sacies que o Evangelho proporciona ao nosso EGO que se deixa das preocupações com o que os outros pensam, falam, criticam e julgam. O Evangelho leva-nos a esquecer de nós mesmos, deixando de ficar ferido ou ficando mal diante das avaliações que são feitas por outras pessoas.

Acredito que a receita que o Evangelho nos dá é que passamos a não valorizar demais o que os outros pensam e suas opiniões a nós porque, como o próprio apóstolo afirmou em Gálatas 2:202: "De fato, fui crucificado com Cristo. Meu EGO não ocupa mais o primeiro lugar. Pouco me importa parecer justo ou ter um bom conceito entre vocês: não estou mais tentando impressionar DEUS. Agora Cristo vive em mim. A vida que vivo não é "minha", mas é vivida pela fé no Filho de DEUS, que me amou e se entregou por mim. E eu não volto mais atrás".

Quando nosso EGO é satisfeito/alimentado pela TRANSFORMAÇÃO do Evangelho e nos tornamos humildes ao invés de se abater pela critica, uma grande transformação começa a acontecer e passa a entender as críticas como uma oportunidade de mudança. Já não mais nos abatemos e sim, sentimos um desejo enorme de mudar, em virtude de Jesus Cristo viver em mim. E a nossa mudança se solidifica quando as coisas que giram em torno de mim, deixar de ser o sustentar de minha alegria.

 

Que o Senhor tenha misericórdia de nossa vida, ajudando-nos a transformar nosso EGO e viver em Sua dependência na busca de um caminhar em Vida Plena.

 

REFERÊNCIAS

KELLER, Timothy. EGO TRANSFORMADO: A Humildade que Brota do Evangelho e Traz a Verdadeira Alegria. Tradução de Eulália Pacheco Kregness. São Paulo: Vida Nova, 2014.


 
PETERSON, Heugene H. Bíblia A MENSAGEM em Linguagem Contemporânea. São Paulo: Editora Vida, 2011.



[1] Pastor - e-mail: robinson.luis@bol.com.br - Instagram/Facebook: @prrobinsonlaraujo

[2] Bíblia A Mensagem - Linguagem Contemporânea.

[5] Clive Staples Lewis (1898 - 1963). Cristão, professor e teólogo irlandês.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

COMO ALCANÇAR UMA VISÃO TRANSFORMADORA DO EU? - Parte I

 



Robinson L Araujo[1]

Parte I

 

É possível nos perguntarmos quais são as marcas de um coração radicalmente transformado pela graça de DEUS?

Uma das marcas é a transformação do nosso "eu", do EGO que por vezes tende a atrapalhar nossa comunhão com DEUS, nos enchendo de orgulho por nossas próprias ações.

O apóstolo Paulo, acabou por estar envolvido em uma discussão com irmãos de Corinto, tendo que intervir no orgulho que o EGO provoca no coração do homem, quando relata em I Coríntios 3:3, vejamos: "porque ainda são controlados por sua natureza humana. Têm ciúme uns dos outros, discutem e brigam entre si. Acaso isso não mostra que são controlados por sua natureza humana e que vivem como pessoas do mundo?"

Aqueles irmãos, ao se ler os versículos seguintes, estavam discutindo quem era melhor, pois diziam: eu sou de Apolo e outros de Paulo. O orgulho que brotava do EGO daqueles irmãos, não é muito diferente do que encontramos hoje, quando pessoas acabam defendendo a denominação ou templo a que congregam, julgando-se melhor que as outras.

Um fato interessante e não quero me aprofundar no assunto, por não ser o proposto no referido texto, é quando se envolve os chamados "dons do Espírito". Quanta vaidade é colocada em jogo, julgando-se melhores por exercer "dons" que, supostamente outros não possuem, como o de "línguas".

Interessante é o que o escritor Timothy Keller, em seu livro EGO Transformado, nos chama a atenção a respeito do EGO que brota dentro de nós. Ele apresenta quatro verdades sobre a condição natural do EGO humano, afirmando que ele é: Vazio, Dolorido, Atarefado e Frágil.

Vejamos mais detalhado:

·         Ele é Vazio - Existe um vazio dentro do EGO humano, tornando o seu centro OCO. O escritor Søren Kierkegaard[2], acaba afirmando que o coração humano cria sua identidade em torno de algo que não seja DEUS. Podendo ser chamado de "orgulho espiritual", onde o indivíduo acaba por achar que se tem competência suficiente para conduzir sua vida, desenvolver seus projetos, acionando o senso de valor pessoal, tentando descobrir um propósito grande o suficiente para dar sentido a vida, deixando DEUS de lado. O EGO busca algo que lhe dê senso de valor, de singularidade e de propósito e nisso, ele acaba se apoiando, na tentativa de colocar qualquer "coisa" no lugar que deveria ser reservado somente a DEUS.

·         Ele é Dolorido - Dificilmente se pensa no cuidado do corpo quando tudo está bem, quando não se tem nenhum tipo de dor que nos leve a preocupação. Só prestamos atenção em nosso corpo, quando existe um membro que dói.  Com nosso EGO não é diferente, ele dói porque ele vive chamando a atenção para si mesmo - e isso todos os dias. O EGO nunca se sente feliz, existindo necessidade de ser massageado diariamente, como aqueles irmãos de Corinto, quando discutiam quem era melhor, Paulo ou Apolo. Hoje a situação continua a mesma, quando colocamos a nossa sabedoria n lugar de DEUS, quando se menospreza o irmão por ser mais humilde, quando se chama a atenção para si e se esquece que a atenção deve estar em Jesus Cristo.

·         Ele é Atarefado - É atarefado porque faz de tudo para ser notado, vivendo ocupado tentando encher o vazio, o "oco". Sendo incansável, principalmente em duas tarefas, a da comparação e a da vanglória. C.S. Lewis[3] afirma que o orgulho não se satisfaz em ter uma coisa, mas em tê-la em quantidade maior que os outros, ou seja, tem-se orgulho de se ser apenas mais bem-sucedido, inteligente ou simplesmente mais bonito que o outro.  O orgulho é o prazer de se sentir melhor do que o outro. O nosso EGO vive ocupado, ocupadíssimo o tempo todo, tentando melhorar nosso "currículo" para mostrar que somos melhores do que o outro. É justamente o que os irmãos estavam fazendo, precisando para chamar a atenção, quem é Paulo? Quem é Apolo? Somos apenas servidores de DEUS (v.5).

·         Ele é Frágil - É frágil, pelo motivo de se poder comparar a um balão que, quando inflado corre o risco de estourar, não restando mais nada, por estar cheio somente de ar. Nosso EGO age assim também, quando atendemos os desejos carnais de nosso EGO, apenas o abastecendo com ar e não com algo sólido, com substância. Nosso EGO é insaciável, como um buraco negro, por mais que se tente abastecê-lo, ele continua sempre vazio, querendo mais.

O apóstolo Paulo queria mostrar aos irmãos de Corintos que deveriam deixar de discutir ou brigar por causa dele ou de Apolo na busca de um relacionamento especial com um deles. Ele chama atenção em que não se deve buscar um relacionamento especial e sim, uma amizade verdadeira. Quando se põe em prática um relacionamento de amizade verdadeira, não se tem espaço para discussão, invejas ou julgamentos.

Em I Coríntios 4:3-4, Paulo mostra que o Evangelho transformou seu senso de valor próprio e sua identidade, massacrando seu EGO, vejamos: "Quanto a mim, pouco importa como sou avaliado por vocês ou por qualquer autoridade humana. Na verdade, nem minha própria avaliação é importante. Minha consciência está limpa, mas isso não prova que estou certo. O Senhor é quem me avaliará e decidirá".

 

Que o Senhor tenha misericórdia de nossa vida, ajudando-nos a quebrar no EGO e viver em Sua dependência na busca de um caminhar em Vida Plena.

 

REFERÊNCIAS

Bíblia Nova Versão Transformadora. Disponível em: <https://www.bibliaonline.com.br/nvt>. Acessado em 27 ago. 2020.

KELLER, Timothy. EGO TRANSFORMADO: A Humildade que Brota do Evangelho e Traz a Verdadeira Alegria. Tradução de Eulália Pacheco Kregness. São Paulo: Vida Nova, 2014.



[1] Pastor - e-mail: robinson.luis@bol.com.br - Instagram/Facebook: @prrobinsonlaraujo

[2] Søren Aabye Kierkegaard (1813 - 1855). Profundo cristão, filósofo e teólogo dinamarquês.

[3] Clive Staples Lewis (1898 - 1963). Cristão, professor e teólogo irlândes.

domingo, 2 de agosto de 2020

AMAR OU CONDENAR? EIS A QUESTÃO.


Robinson L Araujo[1]

 

De fato, a Thammy Miranda, é uma personalidade em evidência em nossos dias. Principalmente quando aceitou fazer o papel protagonista de "pai", no comercial da natura. Sem dúvidas, a natura deu uma tacada de mestre e suas ações acabaram por se valorizar na bolsa de valores. Mas a questão aqui não é essa.

Tem-se visto a defesa e a condenação à ela (quando falamos de biologia) fazer o papel de pai (homem) para o dia dos pais.

Em um comentário no Facebook, acabei por publicar[2]:

O problema não é a Thammy Miranda fazer propaganda. O problema é fazer o papel de PAI, da figura masculina.

O problema é o rejeito da figura masculina, onde temos tanto exemplos de dedicação aos filhos e famílias, homens que superaram dificuldades, venceram tantas coisas para criar seus filhos e sustentar sua família, sendo extirpado em função de uma ideologia.

“Não é justo para os milhões de pais do Brasil e do mundo, empresas usarem uma ideologia para ‘lacrar’ comercialmente, impondo uma ideologia. Quem ‘Lacra’ não lucra”, disparou a psicóloga, autora do livro “Famílias em Perigo” e “Ideologia de Gênero na Educação”.

Deixo CLARO que Toda pessoa adulta tem o direito constitucional de ser o que quiser e EU respeito junto com minha família, temos vários amigos e nos damos muito bem. Porém, também tenho direito de não concordar com uma ação dessa.

O problema é ver pessoas que se dizem "cristãs" defenderem a ação calculista de uma minoria em reduzir a função de pai, apenas a um gênero criado socialmente é um desrespeito a própria crença, a família e a DEUS.

Creio que o maior problema não é o fato em si, onde a Thammy faz o papel de pai. O maior problema a ideologia adentrando a porta de "nossas igrejas", quando o "cristão" defende a ação, com as palavras do Mestre, quando afirmou indagado por um dos Mestres da Lei que Lhe perguntou: "De todos os mandamentos, qual é o mais importante?" Em prontidão, Jesus responde: "Jesus respondeu: “O mandamento mais importante é este: ‘Ouça, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de toda a sua mente e de todas as suas forças’. O segundo é igualmente importante: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Nenhum outro mandamento é maior que esses”". (Marcos 12:28-31)[3].

Fato que devemos amar ao próximo como a nós mesmos. É o segundo maior mandamento. Quando amamos ao próximo, não roubamos, matamos, difamamos, menosprezamos, odiamos, deixa-se toda a espécie de preconceito de lado. É Mandamento Divino.

Certo assim, reafirmo não existir qualquer tipo de preconceito. O problema em questão é imputar na mente aquilo que não poderá de fato ser. Quantas mulheres assumem o papel paterno e não deixam de ser mulher?

Mas, quero trazer a luz da Palavra de DEUS um fato a que Jesus foi novamente provado pelos homens, os Mestres da Lei, quando levaram a Ele uma mulher que havia sido pega em adultério, discorrida em João 8:3-11[4], fazendo menção ao verso 7b: "Aquele de vocês que nunca pecou atire a primeira pedra".

Atirar a pedra é muito fácil. Porém, o mestre tocou na consciência daqueles acusadores. Naquela época não somente a mulher apanhada em adultério deveria morrer por apedrejamento, o homem também. E, cadê o homem? Somente levaram a mulher!

Nos versos 10 e 11, Jesus pergunta e afirma para aquela mulher: "Então Jesus se levantou de novo e disse à mulher: “Onde estão seus acusadores? Nenhum deles a condenou?”. “Não, Senhor”, respondeu ela. E Jesus disse: “Eu também não a condeno. Vá e não peque mais”".

Com essa passagem, somos levados a refletir no amor de DEUS para com todos. Ele não faz acepção de pessoas, mas não concorda com o erro, caso contrário, não falaria para aquela mulher: "Vá e não peques mais".

Quando não se concorda com o erro, não quer dizer que exista falta de amor ou que se prega o ódio ou se discrimine - embora muitos assim o fazem. Quando olhamos para Jesus, a quem devemos imitar, vemos um homem que comia com ladrões, andava no meio de leprosos, curava doentes, amava prostitutas e não o erro.

Quando nos inserimos em uma pós-modernidade, onde nos é imputado pelas grandes mídias que "Você pode ser tudo que quiser", e "ninguém tem nada com a sua vida". A natura, por meio da Thammy, está afrontando aos princípios e valores cristãos, bem como a sociedade "careta", dizendo que estamos errados e o se pensar diferente, é pura discriminação.

O que deve nos causar alerta é a onda anti-cristianismo que se tem levantado pelo mundo, como por exemplo, o matéria publicada que diz: "LGBTs pressionam e banco fecha conta de entidade cristã"[5].

A verdadeira Igreja do Senhor Jesus, deve ficar de ouvidos atentos e olhos arregalados, o tempo do fim está chegando e haverá espaço somente para aqueles que tiverem com a mente firmada em Sua Palavra.

É hora de nós acordarmos!

Viva em Vida Plena.

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

Bíblia Versão Transformadora. Disponível em: <www.bibliaonline.com.br/nvt>. Acessado em: 02 ago 2020.



[1] Pastor - e-mail: robinson.luis@bol.com.br

[2] Disponível em: <https://www.facebook.com/100130914987833/posts/153976416269949/>. Acessado em: 02 ago 20.

[3] Bíblia Nova Versão Transformadora.

[4] Bíblia Nova Versão Transformadora.